Glossário

CAPITAL DE GIRO

Dinheiro necessário para tocar o dia a dia do negócio — pagar fornecedores, salários e contas enquanto o caixa das vendas ainda não entrou.

CIF — CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO

Total dos custos indiretos da operação que serão rateados entre os produtos. É a sigla técnica para "custos do negócio rateados" — aluguel, energia, contador e demais fixos divididos por unidade produzida.

COFINS

Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) é uma contribuição federal, de natureza tributária, incidente sobre a receita bruta das empresas em geral, destinada a financiar a seguridade social.

CPP

Contribuição Patronal Previdenciária.

CSLL

É contribuição social sobre o lucro líquido.

CUSTO BASE

O custo do produto não pode ser modificado nesta demonstração. Faça seu cadastro para a simulação completa.

CUSTO DIRETO

Tudo que vai DENTRO do produto: matéria-prima, embalagem que vai junto e mão de obra de quem faz o produto. Se você não fizesse o produto, não teria esse gasto.

CUSTO FIXO

Você paga independente de produzir muito ou pouco. Aluguel é o exemplo clássico: você paga o mesmo valor vendendo 10 ou 100 produtos no mês.

CUSTO-HORA

Quanto custa por hora ter um funcionário trabalhando, considerando salário + encargos (INSS, FGTS, provisão de 13º, férias e rescisão), dividido pelas horas realmente produtivas no mês — e não pelas 220h cheias do contrato.

CUSTO INDIRETO

Gastos do negócio que não entram diretamente em um produto, mas precisam ser pagos: aluguel, energia da loja, contador, pró-labore. São rateados entre todos os produtos.

CUSTO UNITÁRIO

O número que a funcionalidade de Calculadora de Custo entrega: quanto custa UM produto pronto, tudo somado. É o valor que alimenta o campo "Custo (R$)" do Preço Forte.

CUSTO VARIÁVEL

Sobe e desce conforme o quanto você produz. Matéria-prima é o exemplo típico: mais bolos vendidos significa mais farinha consumida.

DAS — DOCUMENTO DE ARRECADAÇÃO DO SIMPLES NACIONAL

Guia única mensal paga pelas empresas optantes do Simples Nacional. Reúne em um só boleto todos os tributos federais, estaduais e municipais devidos no regime.

EBITDA

Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Indicador que mostra a geração de caixa operacional do negócio, ignorando efeitos financeiros e contábeis.

ENCARGOS SOBRE FOLHA

Custo extra que o patrão paga além do salário: INSS patronal, FGTS, provisão de férias e 13º. Para empresas do Simples Nacional, gira em torno de 36% a 45% do salário bruto.

FATURAMENTO vs. RECEITA

Faturamento é o total de notas fiscais emitidas no período. Receita é o que efetivamente foi reconhecido como entrada do negócio (já descontadas devoluções e cancelamentos). Os números podem divergir.

FICHA TÉCNICA

Lista com todos os insumos e quantidades que compõem um produto. É o "receituário" do que vai dentro de cada item produzido e a base do cálculo do custo unitário.

FLUXO DE CAIXA

Entrada e saída de dinheiro do negócio ao longo do tempo. Mostra quando sobra e quando falta caixa — diferente do lucro, que é um conceito contábil.

FRETE CIF / FRETE FOB

Define quem paga o frete da mercadoria. CIF (Cost, Insurance and Freight) é por conta do vendedor, que entrega na porta do comprador. FOB (Free On Board) é por conta do comprador, que assume o transporte a partir do vendedor.

ICMS

O Imposto Estadual sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

II

Imposto sobre a importação de produtos estrangeiros.

IPI

Imposto Sobre Produtos Industrializados.

IRPJ

Imposto de Renda Pessoa Jurídica.

ISS

Imposto Sobre Serviços.

LUCRO PRESUMIDO

Regime tributário no qual o Imposto de Renda e a CSLL são calculados sobre uma margem de lucro presumida pela Receita Federal, e não sobre o lucro real apurado. Indicado para empresas com margens reais acima da presunção legal.

LUCRO REAL

Regime tributário no qual os impostos são calculados sobre o lucro contábil efetivamente apurado, com todas as deduções permitidas em lei. Obrigatório para empresas acima de certo faturamento e útil para negócios com margens apertadas.

MARGEM BRUTA

Preço de venda menos o custo direto do produto, antes de pagar despesas fixas e indiretos. Mostra o quanto cada venda contribui para cobrir o restante das contas.

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO

A margem de contribuição é o percentual sobre o custo e impostos do produto que a empresa precisa para pagar as despesas fixas e assegurar o lucro esperado.

MARGEM DE LUCRO

Quanto sobra como lucro líquido depois de pagar TUDO — custos, impostos, despesas fixas e variáveis. Diferente da margem de contribuição, que serve para cobrir os fixos e ainda gerar lucro.

MARKUP

Markup ou Mark Up é o termo usado em economia para indicar quanto do preço do produto está acima do seu custo. Significa diferença entre o custo de um produto ou serviço e seu preço de venda. O valor representa a quantia efetivamente cobrada sobre o produto ou serviço a fim de obter o preço de venda.

MÃO DE OBRA DIRETA (MOD)

Tempo que uma pessoa gastou produzindo aquele item específico. Conta-se em minutos ou horas, multiplicado pelo CUSTO-HORA da pessoa que executou o trabalho.

MATERIAL AUXILIAR / EMBALAGEM

Não é o produto em si, mas vai junto: embalagem, etiqueta, sacola, fita, tag. Tratado separado da matéria-prima porque o consumo é medido por unidade vendida.

MATÉRIA-PRIMA (MP)

Item que vira parte do produto final. Farinha em um bolo, tecido em uma camisa, madeira em um móvel.

MEI — MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL

Categoria empresarial com tributação fixa mensal e processo simplificado de formalização. Voltada para profissionais autônomos e pequenos negócios dentro do limite de faturamento anual estabelecido pela legislação.

PERDA / QUEBRA

Pedaço da matéria-prima que se perde no processo: sobra de tecido, casca de fruta, evaporação. Se você compra 1 kg e usa 0,9 kg, a perda é de 10% — e precisa entrar no cálculo do custo real.

PIS/PASEP

Programa de Integração Social (PIS ou PASEP), é uma contribuição social de natureza tributária, com objetivo de financiar o pagamento do seguro-desemprego e do abono para os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos.

PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL

É o valor que a empresa precisa vender para cobrir o custo das mercadorias vendidas, os impostos e as despesas (variáveis e fixas). Ao atingir o Ponto de Equilíbrio Contábil, a empresa não terá prejuízo. O Ponto de Equilíbrio Contábil foca em cobrir custos e despesas.

PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO

É o valor que a empresa precisa vender para cobrir o custo das mercadorias vendidas, os impostos e as despesas (variáveis e fixas). Ao atingir o Ponto de Equilíbrio Financeiro, a empresa não terá prejuízo. O Ponto de Equilíbrio Financeiro garante o caixa da empresa e, por isso, não utiliza despesa de depreciação.

PREÇO DE VENDA

O Preço de Venda é o valor de venda do produto ou serviço que deverá cobrir o custo direto, os impostos, as despesas (variáveis e Fixas) e o percentual de lucro desejado.

PREÇO FORTE

É o preço de venda ideal calculado a partir das informações fornecidas de custo, impostos e margem de contribuição. Preço Forte é o valor de venda do produto ou serviço que deverá cobrir o custo direto, os impostos, as despesas (variáveis e fixas) e o percentual de lucro desejado.

PRÓ-LABORE

Retirada mensal do dono do negócio, equivalente a um "salário" pelo trabalho exercido na empresa. Entra como custo indireto e deve ser considerado no cálculo do custo unitário dos produtos.

RATEIO

Dividir um custo grande entre vários produtos. Se o aluguel é R$ 3.000 e você produz 1.000 unidades por mês, cada produto "carrega" R$ 3,00 de aluguel.

RECEITA BRUTA

Total faturado pela empresa antes de qualquer dedução — sem descontar impostos, devoluções ou abatimentos. É o valor cheio das vendas no período.

RECEITA LÍQUIDA

Receita bruta menos impostos sobre vendas, devoluções e abatimentos concedidos. Representa o que efetivamente "entrou" para a empresa cobrir custos e gerar lucro.

SAZONALIDADE

Variação previsível de vendas ao longo do ano causada por datas, estações ou eventos recorrentes. Sorvete vende mais no verão, panetone no fim do ano — entender a sazonalidade ajuda a planejar estoque e caixa.

SIMPLES NACIONAL

É a forma de tributação para micro e pequenas empresas brasileiras. Esta tributação tem alíquota simplificada, única e reduzida em relação às outras formas de tributação.

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA (ST)

Regime em que o ICMS é recolhido antecipadamente por um único elo da cadeia produtiva (geralmente a indústria ou o importador), em nome de todos os demais. Quem compra produto com ST não precisa recolher o imposto novamente na revenda.

TABELA TIPI / NCM

NCM é o código de classificação fiscal que identifica o produto em transações comerciais. A TIPI (Tabela de Incidência do IPI) usa esse código para definir as alíquotas de IPI e influencia também o cálculo de ICMS e ST.

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